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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Por que nunca me filiei a ABPp?

Muitas pessoas me perguntam: Por que eu nunca me associei a ABPp(Associação Brasileira de Psicopedagogia)? Então, está aqui a resposta.

A constituição Artigo 5º e pargráfo 20º de 1988, diz " ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;" isto vale para qualquer tipo de associação e quer dizer que não é obrigatório.

Quando cursei psicopedagogia alguns  professores  diziam que era obrigatório ,para execer a função de psicopedagogo, ser sócio desta entidade e que precisávamos de uma carteira que ela expede para podemos atuar no mercado de trabalho. 
Ao entrar em contato com uma amiga, já psicopedagoga e sócia desta instituição, ela me mostrou sua carteira, quando vi o número oferecido era o CBO
código de ocupação brasileira)  resolvi então estudar mais sobre o assunto.

Durante minha pesquisa tive contato com o estatuto desta entidade, visitei sua sede em 2012 no Piauí e conversei com muitas outras profissionais, já atuante na área em várias regiões do Brasil, comprei 35 revistas originais editadas pela ABPp entre 1988 a 2004.

Desta forma concluí que:
A Associação Brasileira de Psicopedagogia é uma entidade filnatrópica de caráter científico de grande importante na construção da Psicopedagogia no Brasil , principalmente na realização de eventos e congressos por todo país. 

Entretanto não é OBRIGADO o psicopedagogo se associar a esta instituição para exercer a a profissão: 

Todo psicopedagogo precisa entender que:
1- a psicopedagogia não é profissão, mas sim ocupação, pois ela NÃO foi regulamentada;
2 -a psicopedagogia não tem conselho de profissão;
3- os conselhos federais são autarquias criadas pelo governo federal que exerce o papel de emissão de números de registro profissional, fiscaliza e representa uma categoria profissional;
4-O projeto de lei 3512/10 , que está em transmite no senado federal , NÃO FOI aprovado e mesmo que seja, não há nele a obrigatoriedade de nenhum registro em qualquer órgão para atuar no mercado profissional seja de forma clínica ou institucional.
5- No projeto de lei não há um artigo que crie o conselho federal ou seja seremos uma profissão sem conselho.
6- Já existem os sindicatos que legalmente representam a profissão www.sindpsicoppbr.com.br

Já que não era obritatório, observei quais eram as vantagens de ser associado e estas não me interessaram, eram somente poucos descontos em eventos e um exemplar de uma revista (algumas sessões oferecem descontos em terapias e outros serviços).

Outra questão foi o preço, achei muito caro para uma instituição filantrópica e fora das minhas possibilidadades pois como professora de escola pública e iniciante na psicopedagogia ficava impossível pagar quase 300,00 por ano para ser sócio.

O segundo aspecto que chamou minha atenção foram as regras de participação. Umas delas diz que você é membro simples(efeitvo) durante três a cinco anos(varia de sessões) e somente depois deste prazo poderá ser sócio titular e assim ter direito a se candidatar a cargos na entidade (pois somente titulares e vitalícios podem ser votar e serem votados).

 Para se tornar membro titular  deve-se pagar uma taxa além da anuidade  e passar por uma analise de curriculos, provar participação em eventos nacionais, supervisão somente com membro titular da entidade e se fez terapia. Além de  estar com mensalidades em dia. 

Então tive uma curiosidade e procurei saber quem eram os membros titulares. Percebi  (lendo nas revista citadas acima onde tem relações de várias diretorias ) que um número  pequeno chegam a receber este título, isto nos leva a perceber que as diretorias são compostas pelas mesmas pessoas que só alternam de cargos durante anos.

O terceiro aspecto que muito chamou a minha atenção foi o fato de em vários congressos da entidade haviam membros que colocavam em seus currículos que são membros vitalícios da instituição, então pesquisei e vi nos estatutos da entidade que estes membros não pagam anuidade (assim como todos os membros da diretoria) mas podem votar e serem eleitos. 

 Eu particulamente não gostei. Sou contra todo tipo de manutenção do poder. Defendo a democracia, a alternância e o fim de privilégios. Para mim não é homenagem, já que não é qualquer membro que chega a este titulo de honraria e somente seus presidentes. 

Como não concordei com estas regras decidi não me filiar ainda mais porque:
1- supervisão (não é obrigatório mas sim indispensável ) pode ser feita por qualquer profissional da área (presencial ou a distância) e não há nenhuma legislação que torne a supervisão obrigatória e exclusiva dos membros titulares da ABPp.

2- O CBO 2394-25 é um número do ministério do trabalho. Ele é gratuito e todos os psicopedagogos podem usá-los sem precisar de cadastro em nenhuma associação ou outro órgão.

obs: Este número pode ser usado em carimbos, recibos, devolutivas, informes e etc é igual para todos porque não é um cadastro individual mas sim o cadastro DA PSICOPEDAGOGIA no Ministério do Trabalho.

Então, Decedi não me filiar e lutar pela criação de órgãos de classe como os sindicatos. Como não temos conselho de profissão uma alternativa foi lutar pela criação dos sindicatos e lutar contra os abusos dos concursos públicos, os baixos salários, a desvalorização profissional, lutar por uma nova emenda no projeto de lei para serem criados os conselhos, por eventos populares, por material de divulgação mais acessível, pela inclusão do psicopedagogo no sistema único de saúde, nas escolas, dentre tantas outras lutas da categoria.

Também sabemos que algumas sessões desta entidade estão fazendo alterações em seus estatutos e incluindo nomes como representação, categoria e classe. Estas alterações não mudam o que É uma associação é nem a tornam um órgão de classe. Devemos ficar alerta.

Associar ou não é uma decisão individual que só cabe a cada psicopedagogo ou estudante decidir. Não pode ser obrigatório em concursos , nem em clinicas, acesso a cargos de trabalho e muito menos nos planos de saúde. Ocorrendo estas pratica que são ilegais e incostitucionais cabe os psicopedagogos prejudicados e excluídos procurarem seus direitos no ministério público (pois toda associação, fundação ou institutos estão sobre fiscalização do ministério público estadual)

Eu optei por lutar pela liberdade. Por uma instituição que não tem cargos vitalícios e onde a única regra é ser PSICOPEDAGOGO.

JOSSANDRA BARBOSA
Presidente do Sindicato dos Psicopedagogos do Brasil
sindpsicopp@hotmail.com
86-98224888 (whatsapp)

Leituras que podem lhe interessar:
Terminei meu curso de psicopedagogia e agora como atuar?
Como abrir um consultório psicopedagógico?
Entenda qual a diferença entre Conselho da ABPp e conselho federal de profissão da psicopedagogia.

11 comentários:

  1. Considerações importantes para se refletir....

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  2. Na minha pós nunca tocaram no nome desta associação muito menos falaram sobre se filiar obrigatoriamente. Se tem uma coisa que aprendi na pós foi a liberdade profissional de escolha da metodologia e construção da prática, desde que não seja uma completa enganação ou algo parecido com reforço escolar ou kumon (cada um no seu quadrado), desde que seja algo bem fundamentado e planejado (coisa que eu encontro aqui) então, está tudo certo.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Oi Jossandra.
    Me formei em Psicopedagogia Clinica e Institucional, em 2012 e recentemente fui convidada a atuar na área clinica, porém tenho muitas dúvidas, será minha primeira experiencia. Vou exercer a profissão na Secretaria da Educação do município, atendendo as crianças da rede municipal, porém, minha dúvida é, se estarei atuando na clinica ou institucional? gostaria de saber se posso contatar com você para me dar um suporte e como faço? Já que estive lendo seus trabalhos e gostei muito. Desde já agradeço.

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  5. Oi Jossandra.
    Me formei em Psicopedagogia Clinica e Institucional, em 2012 e recentemente fui convidada a atuar na área clinica, porém tenho muitas dúvidas, será minha primeira experiencia. Vou exercer a profissão na Secretaria da Educação do município, atendendo as crianças da rede municipal, porém, minha dúvida é, se estarei atuando na clinica ou institucional? gostaria de saber se posso contatar com você para me dar um suporte e como faço? Já que estive lendo seus trabalhos e gostei muito. Desde já agradeço.

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  6. Boa noite !
    Necessita ir até o ministério do trabalho para colocar esse número em carteira profissional? Ou podemos utilizar em carimbos assim que obtemos o título de psicopedagogo?
    Obrigada!

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  7. Achei admiravel seu depoimento Jossandra, eu gosto de pessoas que buscam a real situação para poder argumentar certas situações. BEM interessa te sua maneira de ver o nosso lado profissional, apoio sua tomada de decisão. um abraço, conte comigo.

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  8. Minha esposa está muito interessada em fazer graduação em Psicopedagogia. Especialmente por adorar dar aulas e lidar com crianças q apresentam alguma dificuldade. Mas o maior motivo é nosso filho querido, que estava com dificuldades escolares, e após tantos transtornos, descobrimos uma excelente profissional que detectou que devido ao problema com o qual ele nasceu e após 08 cirurgias, e até por motivos mais que comprovados, ao longo dos anos, em virtude de não ser bem interpretado pelas escolas que passou, desenvolveu TDAH, realizou diversos exames como Processamento Auditivo Central, enfim, especialmente nesse ano q está se encerrando graças a Deus, vimos nosso sofrendo demais na escola, que simplesmente não tomou conhecimento dos diversos relatórios levados de neuropsiquiatra, psiquiatra, psicóloga, etc., onde ele teria direito a "inclusão" e não fizeram o minimo esforço em ajudá-lo, ao contrário, foram minando aos poucos tanto a ele como a nós, para digamos "forçar" a saída da escola, para que não tenham trabalho. Ocorreram algumas reuniões entre as profissionais e a escola, porém, por terem uma pessoa dentro da diretoria de ensino, o que conseguimos foi apenas desprezo e ameaços, inclusive de não aceitar a matricula de nosso filho. Absurdos a parte, gostaria de saber se alguém indicaria uma boa faculdade para tanto eu como ela, cursarmos a psicopedagogia e quem sabe, num futuro evitarmos q outras crianças e mães sofram o que nós sofremos. Pode ser curso presencial ou a distância (para o meu caso seria melhor). Moramos na zona sul de São Paulo, no bairro da Mooca. Fico no aguardo e agradeço a atenção que nos dispensarem. Obrigado e fiquem com Deus

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  9. joao batista cassino
    psicopedagogo recem formado , pretendo atuar nesta area , quais as iniciativas devo tomar pra montar uma clinica psicopedagogica aqui na minha cidade .
    cachoeiro de itapemirim es.

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  10. Bom dia!!!
    Prezada Jossandra, seu artigo alem de esclarecedor ainda denuncia pessoas que manipulam a falta de conhecimento onde a ética não existe. Eu gostei desde o primeiro momento da sua transparência,e não obstante questionei a ABBP, e descobri que desconsideram seu trabalho transparente.Já estava decidido e apenas reforçou minha vontade em fazer do sindicato em que preside. Estou estudando na área institucional e vou precisar da sua experiencia para equacionar algumas duvidas no momento em que aparecerem . Forte abraço
    Att
    Antonio Narcizo Souto

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