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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Como me tornei uma psicopedagoga

Como cheguei a psicopedagogia? Como a maioria das pessoas, na busca de ajudar os meus alunos. Mas no fundo eu não buscava isto. Mas sim ajudar a mim mesma.
Cheguei ao fundo poço quando me deparei com salas de aulas lotadas, pré-adolescentes gritando em cinco turmas de sexto ano. Planejava aula, preparava material, me enchia de entusiasmo e repetia sem parar "Hoje vai ser um dia diferente, minha aula vai ser boa, vou dar o meu melhor." 
Mas normalmente até as 9:00 da manhã eu já estava estressada, cansada e desanimada para a próxima aula. 
Perguntei por diversas versas o porquê meus alunos estavam na escola e sem sucesso não tinham uma definição, objetivo ou razão alguma para estarem ali. Por diversas versas levei atividades de alfabetização par alunos com 12 anos que passavam as aulas criando brigas e confusões porque não acompanhavam a aula e nada sabiam sobre os assuntos.

Sentia aflição em não conseguir me comunicar com os alunos com deficiência visual e nem auditiva, perguntava a coordenação da escola como ensinar história para aqueles alunos e não recebia ajuda ou menos incentivo que algo poderia ser feito. Até ouvi por diversas vezes que não me preocupasse porque devido a sua deficiência já estavam passados e que eu não deveria ficar tão tensa e apreensiva com suas aprendizagens.
Me sentia angustiada com os alunos que passavam de ano sem nada aprender, apenas para manter um sistema de educação pública que não reprova mas também não se preocupa com a qualidade do que se ensina. Ficava frustrada quando meus planejamentos não davam certo por falta de material ou acesso aos instrumentos didáticos. 
Mas o que mais me deprimia era o comportamento dos alunos, sua falta de interesse e principalmente a baixa estima da maioria que não via sentido no ato de educar.
Me vi em quatros anos de educação pública frustrada, deprimida, doente, cheia de problemas ortopédicos pelo excesso de trabalho, desmotivada e cheia de dívidas.
Procurei dar o meu melhor. Realizei projetos, fiz inúmeras aulas com dinâmicas, vídeos, passeios, gincanas, músicas e danças. Mas nada disso impediu que eu mergulhasse numa profunda depressão. Minha aparência apática, sem vida demonstrava os problemas de saúde e a desilusão com a rumo da vida que eu escolhi.
Cheguei ao ponto de ter um colapso nervoso dentro da escola ao realizar provas de final de ano com uma turma. Ao passar mal fiquei com parte do corpo paralisado e fui parar na urgência onde o médico disse que tudo aquilo era stress.
Passei a me questionar quem eu era. O que me tornei. O que queria dali para frente. E a pergunta principal: Sou a pessoa que sonhei ser? 
A saída de uma depressão não acontece de forma mágica mas foi o desejo de mudar quem eu havia me tornado. 
Fazer a pós graduação em psicopedagogia ajudou-me a voltar a socialização com as pessoas, o desejo de ficar sozinha foi passando, me divertia com as aulas, as horas na lanchonete e os almoços com as colegas. Aos poucos fui entendendo que tudo que eu aprendia ali eu já praticava há muito tempo só não o fazia conscientemente e com fundamentação teórica. Fui me encontrado a cada nova disciplina, novas discussões e pesquisas.
Ao final do curso eu estava completamente curada da depressão, minha auto-estima preservada e revigorada. Minha aparência era visivelmente diferente do inicio do curso para o final. As pessoas notavam, comentavam e elogiavam as mudanças. 
Mas tudo só aconteceu porque desejei , acreditei e busquei realizar de todas as formas que eu pude. Enfrentei o medo , a dor física e mental, a crítica e auto-crítica. Procurei dar aos outros o que eu sentia falta em mim, atenção e carinho. 
As vezes me pego reflexiva e com lágrimas nos olhos ao ver que foi difícil mas que consegui superar tanta dor com as decepções  e que dei a volta por cima da minha própria vida.

Jossandra Barbosa
















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4 comentários:

  1. querida Jossandra sua historia me motivou e esclareceu uma grande duvida que eu tinha, pois curso licenciatura em historia mais quero fazer uma pós em psicopedagogia, e não sabia que era possível e já estava ficando frustada, agora sei qual direção seguir muito obrigada

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  2. Olá! A sua história serve de acalento para muitos, acredito. Fiquei admirada, confesso. Sou educadora já faz um bom tempo. Porém somente agora obtive a oportunidade de cursar Psico. E buscando material para subsidiar minhas pesquisas, conheci seu trabalho. Estou encantada! Parabéns
    pelo riquíssimo material que nos disponibiliza! Obrigada!

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  3. PARABÉNS JOSSANDRA VOCÊ É UM ÓTIMO EXEMPLO A SER SEGUIDO QUE BOM !

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  4. Prezada amiga Jossandra, sempre amei a entender para poder atender. Os valores familiares sendo a base de tudo, por pertencer a uma família grande causou-me inúmeros problemas, chegando a depressão, algo que vim a entender somente muitos não após os distúrbios. Tive que aprender a conviver com a dor, o desespero enfim um fim de poço.Consegui superar as síndromes o que me fez apaixonar pela empatia, e deu certo. Formei minha filha em uma faculdade publica de qualidade ,inseri a outra em economia também em uma faculdade publica, conclui minha formação pedagógica, e iniciei minha pós-graduação em Psicopedagogia. O conhecimento tem-me permitido ser paciente, acreditar que é possível em meio a adversidade propor algo que leve as pessoas a uma transformação pessoal,social e cultural, por isso aprendi e o tenho com pessoas como você, crer na real possibilidade de ver um mundo melhor, e somente a educação com professores(as)apaixonados são capazes de mudar esta realidade.

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