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Minha História

Olá amigo, algo lhe trouxe a este espaço. Quero lhe dizer que não foi a toa e você não sairá do mesmo jeito que entrou.
Você está preparado? Gosta de emoções fortes? Esta é uma daquelas estórias que nos causam revoltas, nos colocamos no lugar de quem passou, choramos e até usamo como exemplo. Não sei qual o sentimento que ela despertará em você, mas com certeza alguma coisa você vai sentir. Tudo descrito aqui é verdadeiro.
Sou Jossandra Barbosa, tenho 35 anos, casada a 18 anos, tenho dois lindos filhos, formada em História pela UFPI do Piauí, professora, pesquisadora, psicopedagoga, empreendedora e acima de tudo uma pessoa que acredita no amanhã. Não cheguei ainda onde eu quero. Nem conquistei tão pouco os meus sonhos. Mas trabalho todos os dias para que eles se realizem. Convido você para conhecer um pouco da minha história pessoal e profissional e se alguma parte dela contribuir para que a sua torne-se melhor então já valeu apena você estar aqui.Grande abraço desta nordestina que vive intensamente um dia de cada vez.








A primeira grande prova da minha vida

 Aproximadamente em dezembro de 1978 passei a primeira grande prova da minha vida. Eu tinha uns seis a sete meses, minha madrinha contava esta história e todas às vezes ela dizia “não sei explicar o que aconteceu”. Fui fruto de uma relação que nunca deu certo, só conheci meu pai biológico aos onze anos e só o vi por uma única vez. Minha mãe biológica me deu por tantas vezes que minha madrinha contou seis. Dava e tomava. Um dia , disse que minha mãe estava a esbravejar e repudiar o meu nascimento, de tanto se lastimar e da revolta da minha insistência em viver naquele corpo fraquinho e feio ela me jogou de cima de uma morro. Então rolei até em baixo, minha madrinha viu e correu para tentar me socorrer. Minha madrinha contava que quando chegou eu já havia terminado de rolar e não chorava apenas olhava para cima a espera de um milagre. Ela pegou-me ao colo levou pra sua casa, deu banho alimentou e colocou pra dormir. Não havia muitas casas, não havia postos de saúde, nada e ninguém naquele misero lugar. Ela apenas esperou pra ver o que acontecia. Minha madrinha contava que eu não tive nada da queda, não dei febre e que mal poucas raladuras eu tinha. Depois de umas semanas minha mãe foi me pegar de volta. Resmungou e esbravejou porque eu sobrevivi. Fui adotada pela sexta vez em janeiro de 1980. Minha mãe adotiva contava que ela me adotou porque nao conseguia ver o que a minha mãe biologica fazia comigo. Ela foi trabalhar na casa deste casal e de proosito passava o dia sem me dar comida, eu ja tinha mais de um ano e não andava(eu so andei depois dos tres anos) só ficava sentada pois não enatinha também.Ela me deixava no quintal, com uma vasilha pequena e uns carocinhos de feijão dentro.Minha mae de criação aguentou duas semana aquela situação, ela contava que dizia a ela,"mulher da comida pra essa criança, tem leite da pra ela,tira ela desse sol, dessa terra" e ela respondia:D. Santa isso não morre não" ai minha mãe adotiva fez uma proposta a ela se ela dava a criança pra ela cuidar , ai ela disse: " pra que a senhora quer isso por mim tudo bem" Ela foi embora no outro dia e me deixou lá, meu avó brigou tanto com minha mãe porque eu era pretinha e a familia dele era toda branca, e eu não ia escapar. Mas depois de muito remedio, azeite de tudo na vida, sebo de carneiro e tudo que é promessa to Viva. Minha mãe adoita me registrou, quando minha mae biologica voltou pra mim pegar tres anos depois minha mae mãe me escondeu debaixo da cama e trancou o quarto.Meu pai adotivo tinha uns setenta anos e puxou o revolver e deu uns tiros pra cima e foi uma briga danada. Cidade pequena fico tudo dito pelo não dito e ela não voltou nunca mais.Próximo fato foi em 1989.Fica pra próxima postagem, lembre-se que são quatro fatos.







O tamborete...

Quanto eu tinha 08 anos meu pai adotivo morreu de uma grave doença, não lembro de muitas coisas sobre ele, só dele andando pela casa com o cinto na mão e segurando as calças e brigando porque não achava o cinto Quando eu completei 12 anos minha mãe adotiva descobriu que tinha câncer. Nos mudamos para Teresina em busca de tratamento. Pra mim foi uma dura partida. Quando completei 14 anos ela morreu. Foram dois anos difíceis. Não tinha irmãos, somente parentes maternos que moravam próximos. Foram dois anos de muito sofrimento. Acompanhei minha mãe até seu último suspiro. Lembro de mim em tantas madrugadas, de joelhos frente a um tamborete(peça de madeira usado no nordeste como assento igual ao da foto) com uma vela e uma imagem católica rezando para que ela sobrevivesse até amanhã seguinte. Foram tantas promessas, tantas orações que eu fazia na calada da noite, sozinha ouvindo seus gemidos dolorosos e sofridos. Com ela doente passei a trabalhar para ajudar em casa. As cinco da manhã, aos domingos eu ia vender produtos da Avon na feira, durante a semana eu fazia reuniões da Tupperware, minha mãe comprou muitas peças mas não consegui mas vender, então eu ia para reuniões. Passei um mês estudando o manual das peças, aprendi o nome de cada uma e para que elas serviam. Levava cenoura e temperos para fazer a farofa na prática, farinha de goma par fazer o cuscuz baiano no leite na cuscuzeira que não precisa ir ao fogo, acho que as pessoas compravam porque achavam engraçado ou interessante aquela menina mirradinha explicando tudo aquilo.Eu vendia bem.Ia a escola a tarde, cuidava da casa pela manhã e minas tias iam para o médico com minha mãe. Lembro das vezes que ela ia ao tratamento andando e voltava em cadeiras carregada por outras pessoas. Lembro dela se definhando cada dia mais,dos seus gritos de dor, de sua clemência a Deus ara viver.Um dia ouvi sua oração:"Meu Deus me dê mais vida pra mim criar a Jossandra pra que ela não fique desamparada".Naquela madrugada peguei o tamborete, coloquei uma toalha de banho, acendi uma vela, peguei a imagem e comecei a oração: "Meu Deus se todo o sofrimento de minha mãe para continuar viva é para que eu não sofra , então a liberte e deixe que eu siga o meu destino, eu te entrego a vida dela e a minha vida." Minha mãe morreu na manhã seguinte as dez horas da manhã, calma, devagar e com um semblante tão meigo, lembro de ver um pequeno sorriso em seu rosto. Não chorei. Minhas tias passaram dias dizendo que eu não amava minha mãe mas eu sabia que era o melhor para ela. Depois do enterro, tudo que eu tinha coube em duas sacolas plásticas brancas, sai da mnha casa , peguei um onibus e segui o meu destino para uma nova jornada em minha vida.



Aladdin, a primeira Escola...

Em 1999 eu tinha 21 anos cursava licenciatura em História e decidi montar minha primeira escola.Havia começado a lecionar em uma escola de reforço e lá decidi que montaria meu próprio negócio.Como já relatei certa vez aqui, vendi tudo( o pouco que tinha) e coloquei uma pré- escola em minha casa. Mas hoje falando sobre o lúdico e aprendizagem me lembrei como aprendi a fazer tarefinhas escolares. Ao abrir a minha escolinha comecei cobrando uma taxa de dez reais, por ser para um publico de escassos recursos financeiros, como eu não tinha um mimeografo fazíamos todas as tarefinhas a mão, minha primeira lista de material foram dez itens escritos na metade de uma folha sem pauta decoradas com pequenas figuras feita a mão. Troquei minha velha cômoda e a cama de casal em 20 horas de propaganda. Vinte pessoas se interessaram e vieram conhecer a proposta. O entusiasmo era tão grande que conseguia contagiar os interessados que resolveram confiar naquela menina a função de educar seus filhos. Contratei mais duas professoras e juntas começamos o ano letivo. Os recursos eram poucos , as dificuldades eram grandes mas conseguir juntar R$ 70,00 para comprar o mimeografo. Empolgada entreguei o dinheiro na mão já então marido e sócio o dinheiro poupado as treze horas do dia. Pra minha surpresa era duas da manhã e ele nada de chegar com o mimeografo. Pra ele chegou as três da manha totalmente bêbado. Sem o mimeografo. Como fazia todas as vezes não brigava com ele sob o efeito do alcool o ajudava a tomar banho, limpava os vômitos ouvi seus murmúrios e fui dormir pensando em como juntar todo aquele dinheiro novamente e o que eu diria aos pais que ja estavam reclamando das tarefinhas feita a mão e das amigas professoras que tinham que fazer uma a uma tarefinha. Na manhã seguinte peguei o baldinho tomei banho em cinco minutos, pratica que se prolongou por dois anos porque não tínhamos chuveiro no banheiro. Fazia o cuscuz e o cafe em u fogão de duas bocas colocado no bequinho para que ninguem percebesse que ali eu fazia os alimentos porque não tínhamos espaço pra uma cantina. O dia se segiu reuni com as colegas professoras no final da aula e contei o acontecido que continuaríamos a fazer as tarefinhas a mão, porque o dinheiro não dava pra xeroca-las.Foi a ultima vez que meu marido bebeu, depois de uma conversa e de dois anos de bebedeira extrema ele decidiu procurar ajuda e até hoje nunca mais bebeu. Um mês depois conseguimos comprar um mimeografo amarelo, fiquei tão feliz quando o vi entrar na sala com ele. Mas eu não sabia como usar. Não tinha ideia do que fazer.Na universidade ninguém tinha me ensinado a lidar com aquele aparelho. passei horas daquele dia tentando decifrar aquele mistério e nada. No dia seguinte marquei com as amigas professoras uma reunião de planeamento no sábado e pedi para que cada uma fizesse sua tarefinha. E.E dessa forma observei atentamente como elas fizeram no estêncil e depois rodaram no mimógrafo Quando elas saíram foi a minha vez. Fiz recadinho, figuras, e muitas tarefinhas naquela máquina moderna Lembro das tarefinhas que aprendi a fazer com tia Francisquinha, estava sempre de olhos quando ela desenhava no estêncil, como ela dividi-o e fica tudo tão certinho, sem borrões, como apagar algo errado, como decorar e deixar a tarefinha tudo muito lindo. Gostei tanto que comecei a inovar. Os pais notaram a diferença e em uma reunião uma mãe citou que mostrou as tarefas pra vizinha que ficou "abismada" com a qualidade. E assim começamos o segundo ano agora com alfabetização.Cuidei de dar entrada na papelada da escola que só terminou de ficar pronta dois anos depois e ja tínhamos mais de 100 alunos. Fiquei emocionada quando uma mãe trouxe a uma reunião uma pasta cheia de capas de tarefinhas que eu e as professoras decoravamos a mão com giz decera e papel camurça. Ela disse que não conseguia joga-las fora e então guardava-as. Em 2008 em minha segunda escola inovei minhas tarefinhas. Estava cansada de tarefas coladas e montadas. Os professores gastavam horas procurando figuras, recortando e faziam uma bagunça para fazer uma atividade. Certo dia vi meu esposo fazendo uma montagem no computador e pensei: "SE eu fizesse isto em minhas tarefas" então comecei a fazer as tarefinhas usando um programa gráfico chamado Corel Draw, os professores faziam apenas os esqueletos das atividades , eu as refaziam uma por uma com um banco de memoria de figuras minha criatividade não tinha fim. O corel me deu possibilidades infinitas de inovar eu não precisava colar nada , não tinha limite de margem pra imprimir e eu podia modificar a figura do jeito que quisesse. Então criei uma forma de dialogar com os pais do ensino infantil. E tirei fotos de todas as crianças, coloquei num arquivo e em todas as tarefas em cada questão havia uma foto de uma criança daquela turma dando dicas ou chamando atenção dos pais para alguma coisa. As fotos chamavam tanto a atenção que os pais começaram a guardar e as esperar ansiosos as correções do bloco de tarefas. As crianças queriam ver quem que ia sair na próxima tarefa. E sempre tinha um recadinho seja pra dicas de como ajudar a criança ou de alguma atividade que ia ter na escola. Infelizmente não guardei em arquivos estas tarefas em 2008 a 2010 não havia a febre facebook ou eu o desconhecia e terminei perdendo todo aquilo rico tesouro. Mas confesso era um vicio. Passava horas criando atividades e avaliações, quanto mais eu fazia mais uma nova ideia e tinha. Adorava aquilo.Lembro de passar noites inteiras com o Andre e a Rafaelly pequeninos dormindo no colchonete na secretaria da escola e eu anoite toda fazendo as tarefinhas pra na manhã seguinte os professores só pegarem no balcão. Talvez tenha sido um eorme erros. E ainda hoje tenho consequências deste ato tenho burcite no braço direito pelo esforço do mouse , pois o corel exige muita coordenação motora. Mas existem coisas que te apaixonam e vc não consegue deixar de fazer. Confesso, até hoje todas as minhas provas e atividades da escola são feitas em corel, mesmo que o braço doa. Não adianta. Estou preparando um mini curso de como fazer estas tarefas usando o corel e em breve será colocado em nosso portal de cursos on line.Obrigado pela paciência de ler tudo isto até o próximo capitulo.



Durante dois anos dormi em cima de uma mesa escolar.

Durante dois anos dormi em cima de uma mesa escolar.Não é termo figurado não.É verdade.Em 2000 vendi tudo que eu tinha (uma cama de solteiro, um guarda roupa velho, um conjunto de cadeiras e um fogão) e montei em minha casa minha primeira escola, o Educandário Aladdin, eu tinha 20 anos.Todas as nossas economias foram colocadas neste empreendimento,todos os comodos da casa viram salas de aula, uma diretoria e uma cantina que veio um ano depois. Todas as nossas roupas (minha, meu esposo e de minha enteada) foram colocadas dentro de um fichário.comprei um fogão de duas bocas, compramos duas redes e eu passei a dormi na mesa da sala do infantil 1 por falta de espaço. Não tinha colchas ou colchões pq não tinha onde guardar. Tudo tinha que estar pronto as seis horas e ninguém percebia que agente dormia dentro da escola. Almoçavamos nas carreiras pra que as treze horas estivesse tudo em ordem. As dezessete horas eu ia pra Universidade Federal do Piauí e só retornava as onze horas muitas vezes sem jantar, lia ou dormia no onibus (quarenta e cinco minutos de rodoviaria circular quem não dorme). Foi no Aladdin que eu aprendi a fazer as belas tarefinahs de casa no stecil com a tia Francisca e a tia Francisca Salva Salva(Salviana) que conhece bem esta história. Foi lá que eu comecei tudo que sou hoje. Quantas noites eu passei em claro rodando as tarefinhas no mimeografo.Quantos caderninhos eu fiz a mão. Quantas capas pintamos uma a uma de giz de cera (Haviam mães que colecionavam as capinhas de provas de tão lindas que ficavam). Tudo que comprei foi fiado. Cadeiras, mesas, tudo.Paguei tudo. Em três anos nos tornamos a melhor escola do Bairro. Nosso ensino era referência de qualidade. Aluguei duas casas próximos a minha, as vinte crianças que começaram chegaram em 2003 a superar o nosso espaço. Infelizmente meu sonho acabou quando eu sofri um acidente, quebrei parte da face e fiquei meses em recuperação. A escola entrou em crise, os alunos sairam e eu fali. Mas agradeço a cada dia que passei no Aladdin, a todas as professoras que estiveram comigo, cada uma que me ensinou e que aprendeu comigo. A todos os pais que depois de 10 anos ainda são meus amigos. meus pequerruchos que são moças e rapazes e ainda me chamam de tia.Os meus alunos que morreram no trafico, as que engravidaram cedo, as que foram embora deixaram saudades. Mas foi no Aladdin, dia e noite trabalhando que aprendi que havia em mim algo que não era normal.Não desisti.Estudei dia e noite e passei em um concurso público ainda em 2003.Montei minha segunda escola em 2007...mas está é uma outra história.(Mesa da foto é igualzinha a que eu dormia só que a minha era pintadinha de verde) 



Minha Primeira Aula...


Um pouco mais sobre mim...Minha primeira experiência como professora de ensino Fundamental.Foi em 2001.Meu estágio obrigatório da faculdade onde cursava Licenciatura em História. As aulas teóricas se resumiram em aprender a fazer planos e planejamentos de aulas. Achei que ia ser fácil. Já tinha experiência com a educação infantil e pensei estar preparada. Mero engano. Foi horrível a primeira aula. Ao chegar a escola para me apresentar fiquei sabendo que a turma estava sem professor de História por quase todo o semestre, não recebi nenhuma orientação sobre as turmas. Apenas me mostraram o horário, onde ficavam guardados os diários e onde eu deveria assinar a frequência. Peguei o livro didático e o horário e fui embora, fiz o que havia aprendido nas aulas de didática: planejei minha aula.Na segunda-feira ao chegar a escola me deparei com muitos alunos fora das salas de aulas, fui a sala do oitavo ano e estava praticamente vazia mesmo depois de bater o sinal. Os alunos continuaram nas mesmas conversavas que estavam. Procurei a coordenação e ninguém fez nada. Fiquei meio atordoada sem saber o que fazer então voltei pra sala e esperei tocar o sinal novamente. A segunda aula não foi diferente ao entrar na sala do oitavo ano os alunos estavam gritando, e conversando sem parar, ninguém prestou atenção para minha chegada. Me apresentei , chamei atenção deles, tudo em vão todos continuavam na maior algazarra.Poucos alunos para observar o que eu falava . Então tentei seguir o planejamento. Tentei fazer a chamada.Não consegui. Tentei fazer uma dinâmica. Não consegui. Os horários se passaram e eu estava lá perdida naquela imensa sala. Com vontade de chorar.De sair dali correndo. Bateu o sinal...Eu só tinha duas turmas de oitavo ano. Fui a secretaria guardei a caderneta. Procurei a coordenação mas ela estava ocupada e não teve tempo para me ouvir. Fui pra casa. Na quarta tive que voltar. Fiquei muito angustiada. Como eu iria conseguir da um conteúdo naquelas salas.Fui pra escola. Como não tive os primeiros horários cheguei um pouco mais cedo na escola, procurei conversar com alguns professores que estavam na sala dos professores e todos disseram a mesma coisa: - menina se estressa não, é assim mesmo, isso aqui é um inferno.Quando bateu o horário pra eu ir pra sala , não estava muito entusiasmada. Ao chegar a sala minha presença nem foi percebida. Dei bom dia , meia duzia me respondeu. A sala era enorme, tinhas uns quarenta alunos entre 12 a 14 anos no oitavo ano. Poucos usavam fardas, as meninas com a farda dada um nó para trás, umas viradas para outras conversando sem parar. As cadeiras todas fora da ordem, grupos formados somente para a conversa. Tentei dar sequência ao planejamento. Depois de uns vinte minutos tentando dizer o que eu estava fazendo ali.Parei no meio daquele enorme quadro a giz. Olhei para a sala. O riso dos alunos era tão alto que eu não ouvia minha voz, uns corriam pela sala, outro gritavam, faziam gestos obscenos, então vi alguns olhando pra mim.Quietos. Olhei para a porta. A vontade de ir embora foi muito grande. Continuei tentando falar mas minha minuscula presença não fazia com que prestassem atenção a mim. O barulho era tão grande que resolvi que eles iam me ouvir. Então subi na mesa e comecei a gritar: Ei,E,Ei eu estou aqui, vocês podem me ver agora. As risadas foram inesperadas, os que estavam de costas viram para ver aquilo. Então começaram a sorrir e a dizer:Que diabo é isso , tão mandando até louca pra cá. E eu continue lá em cima da mesa, gritando e batendo palmas e comecei a cantar: Eu estou aqui e vim foi pra ficar! Eu estou aqui e História u ensinar! Ei você de azul como é o seu nome? Então eles começaram a prestar atenção no que eu perguntava a eles e comeram a dizer os seus nome.Então eu me apresentei. Na sexta quando eu cheguei o porteiro comentou com outra pessoa: "parece que a bicinhinha é doida, subiu numa mesa" Eu passei e fingi que nada ouvi, peguei o diário e fui pra outra sala Chegando lá os alunos tinham tido horário vago e estavam todos dispersos Então sai chamado eles até que consegui que alguns viessem para sala. Levei um som com uma fita e então coloquei a música e comecei a fazer a chamada. A cada nome eu perguntava quem era e ia até a sua cadeira e perguntava cadê o livro e o caderno, a grande maioria não trazia pra escola o livro e diziam:- trazer o livro pra quer se os professores nem usam. Neste dia consegui introduzir o assunto Descobrir que tinha uns alunos que eram interessados e muito prejudicados pelo andamento da turma. Na terceira aula eu ja sabia o nome de quase todo mundo, e como eu faço até hoje vou falando sobre o assunto e perguntando o que sabem pelo nome deles. Alguns riam, debochavam mais ai também fazia gracinhas com eles e dava exemplos de como era importante o que eu tentava mostrar a eles. Tentei fazer uma atividade de classe. Claro que eu não consegui da primeira tentativa. Uns não tinham cadernos, outros não tinham lápis ou caneta. Na aula seguinte cheguei cedo, quando o sinal bateu eu já tinha colocado as cadeiras em círculos, tinha feito o nome deles em folha de papel e colado com fita quando entraram já acharam estranho. Coloquei uma frase no quadro:Você está preparado? Eles ficavam se perguntando o que era aquilo. Então fiquei no meio do grande circulo e fiz a pergunta que estava no quadro.Eles perguntaram para que? Eu então pedi que cada um lesse o que estava atras do nome deles em cada carteira. E cada um foi tirando a fita e na ordem iam lendo o que escrevi: Vc está preparado para aprender? para descobrir a sua história? para crescer? para descobri quem eu sou? e assim eu fui criando frases que os deixaram intrigados. Então pedi que eles escrevessem as respostas e me fizessem qualquer pergunta que eu iria responder. Passamos dois horários naquela dinâmica e eu todos estavam sentados, escrevendo e fazendo perguntas. Eles perguntaram se eu era casada, se tinha filhos, onde morava e etc. Na seguinte levei videos sobre o assunto do livro didático e a aula foi mavilhosa passei um resumo e dois alunos trouxeram na aula seguinte. Então decidi que iriamos fazer o resumo na sala, e comecei a ir em cada cadeira , puxar os cadernos lá de baixo das cadeiras e eles dizendo a gente vai fazer não professorinha... eu nem tenho caderno... o outro eu nem tenho caneta...Então pra surpresa deles eu abri a caixa que eu havia levado e tirei folhas de papel, coleções, lápis e canetas. Pedi que eles sentassem no chão , que fastassem suas carteiras e que escrevessem ou desenhassem qualquer coisa que tinham visto no filme. Então começou o arrasta ,arrasta de cadeiras, e todos sentaram ou deitaram no chão e começaram a fazer a atividade. Foi quando vi a coordenação da escola entrar na sala e viu todos os alunos no chão. la olhou pra mim e disse: Professora antes da você sair passe na minha sala. A aula continuou. No final fui a sala da coordenação e fiquei sabendo que os professores estavam reclamando do barulho das minhas aulas. Que não pudiam dar aula comigo levando musica para a sala e que eu estava ali pra dar o conteúdo e que eu tinha que fazer uma prova com eles , pq eles não tinam nota em hist´ria. Fui pra casa pensando como fazer uma prova com tantos conteúdos e em tao pouco tempo. As aulas seguintes foram voltadas para o assunto que eles deveriam ver. Selecione uns capítulos e fiz um acordo com eles.Eles precisavam de notas, eu precisava estar ali, então eu faria o melhor para que eles aprendessem e eles iriam se esforça para aprender. Levei cartazes, fiz debates entre eles e até uma mini gincana entre os sétimo e oitavo tudo voltado para os assuntos. Como eles não tinham visto nada a coordenação permitiu que eu escolhesse os conteúdos. Então depois de dois meses consegui fazer a prova. E a grande maioria consegui ótimas notas. Quando cheguei na escola com as provas , tudo corrigidas com recadinhos especiais e muito feliz fiquei sabendo que eu não podia mais ir até as salas , o meu estágio tinha acabado e tinha chegado um professor efetivo para as duas turmas. fui orientada pra deixar as provas em cima da mesa da coordenação e que eu pegasse miha ficha de estágio e levasse pra faculdade.Fui embora muito chateada. Quando cheguei na parada do ônibus,estava com um enorme nó, uma vontade de chorar. Quando alguém veio por trás e me abraçou e disse: Oi fessorinha! e me beijou no rosto e saiu correndo para entrar na escola. Sorri e entendi que minha jornada estava só começando e eu já tinha feito minha parte ali.Hoje tenho cinco turma em uma escola pública, 200 alunos, toda aula que chego no sétimo ano B sou recebida por uma aluna chamada Débora que me dá bom dia me abraça ,beija e diz: -Bom dia fessorinha. A senhora tá linda hoje. Dou um sorriso meio que envergonhado retribuo o abraço e dou inicio a mais uma aula.

foto tirada antes do acidente

O grande acidente.

Em 2003 eu tinha vinte e cinco anos e enfrentava uma grande crise financeira.O Educandário Aladdin já não estava bem, muitos de nossos clientes  foram para a escola pública devido a politicas do bolsa escola (hoje chamado de bolsa família) criado pelo então Presidente FHC e ampliado no governo Lula levou a muitas pequenas escolas a falência. Centenas de família tiraram seus filhos de escolas particulares de pequeno porte e as colocaram nas escolas públicas a fim de serem contemplados com o benefício. 
Nossa escola era custeada com pequenas mensalidades, que na época giravam em torno de R$ 20,00 a 40,00 reais. Com a saída de muitos alunos tive que buscar uma outra fonte de renda.
Então comecei 2003 com um único objetivo. Dar aula para o ensino médio e pré-vestibular. Era meu ultimo ano na faculdade e queria me firma no mercado competitivo de professores de nível médio que ganham melhores salários e eram mais respeitados. Fiz currículos e gastei muita sola de sandálias deixando nas escolas. Fui chamada para cinco testes e passei em todos eles. Uma das escolas me ligou mas a coordenação me propôs que assumisse umas turmas de sétima série na época( hoje oitavo ano) eu me recusei pois meu objetivo era ensino médio e pré vestibular. No dia seguinte a mesma coordenação me ligou novamente me chamando para o planejamento de uma nova turma de pré-vestibular da escola. Das cinco escolas eu escolhi apenas duas. Porque pela manha continuaria no Aladdin, então daria aulas a tarde e a noite em duas vezes por semana. Preparei o planejamento, material para as apostilas ( que naquele período era a corrida pelo vestibular) então corríamos atrás de todas as provas anteriores .
Três dias antes das aulas começarem, voltava de uma apresentação de um circo as dez da noite em uma bicicleta emprestada. ao descer uma ladeira ( rumo a baixo) perdi completamente os freios, não conseguia parar, carregava minha enteada com dez anos na parte de traz que gritava para mim parar, mas eu não conseguia. A velocidade era muito grande, o terreno eram feito de pedras grandes vermelhas e sentia toda a bicicleta tremer. Senti naquele momento que iriamos cair. Lembro de fazer uma pequena oração. Entreguei minha vida a Deus e pedi que nada acontecesse a minha enteada.
Acordei horas depois num pranto socorro. O que vou relatar agora são pequenos flashs de memória ou imaginação dos relatos que ouvi depois do acidente. 
Lembro de conversar com algumas pessoas que perguntavam de onde eu era, sentada em uma enorme pedra, mas não conseguia falar porque minha boca estava cheia de sangue. 
Lembro de ver meu marido correndo e gritando. De estar deitada em uma maca tirando RX.
Contaram que a ambulância não chegava, então uma das pessoas me pegou no colo e saiu correndo até o hospital., que não era muito longe do local do acidente.
O que me lembro, depois de já estar consciente eu já estava no HGV ( que era o maior hospital da cidade de emergências e urgências) onde meu esposo teve que brigar muito pra conseguir um leito, lembro de me sentir tonta e desmaiar, depois lembro de estar na sala da odontologia e o bucomaxilo tentava suturar minha boca e tentar estancar o sangue que saia dela, só depois fiquei sabendo que eu havia quebrado o maxilar, que vários de meus dentes sacaram com raiz e tudo e que outros o dentista puxou com as mãos de tão destruídos que estavam.
Não havia leito disponível. O que me levou a um novo desmaio pois eu tinha que esperar por um leito em pé.Depois de horas perdendo sangue e de ter passado por todos os procedimentos com o bucomaxilo. Depois de desmaiar me jogaram em uma maca sem panos e por lá fiquei até o resto da noite. Por volta das dez horas do outro dia, meu rosto estava completamente deformado pelo inchaço, ai conseguiram um leito e as quatro da tarde eu fui para um leito. Fiquei sem comer e sem beber e sentia muita dificuldade de respirar. Não consegui falar, levantar a cabeça ou até mesmo me mexer por mais de vinte e quatro horas, só no dia seguinte fui operada, depois de seis horas de cirurgia voltei pro quarto onde apenas uma amiga deixou sua família e foi me ajudar. Passei parte da noite em vômitos devido ao efeito da anestésia. 
Fora meu esposo, somente minha sogra e esta amiga foram me visitar os quatro dias que passei internada. Foram os piores dias da minha vida. Mas ficariam ainda pior.
Minha enteada  teve apenas arranhões e umas luxações na coxa, foi liberada na manhã seguinte do acidente e ficou na casa da minha sogra.
Os dias seguintes foram terríveis. Não conseguia me olhar no espelho. Eu estava completamente deformada. Os antibióticos e analgésicos mal faziam efeitos pois eu gritava de dor no maxilar. Colocaram uma pequena placa (que eu tenho até hoje) pra segurar o maxiliar mas ela começou a ter rejeição e abriu um Durante dois anos dormi em cima de uma mesa escolar. no meu queixo e começou a sair. As dores eram insuportáveis. Os antibióticos ficaram mais fortes e mais e mais remédios foram passados até a infecção causada pela rejeição da placa ser controlada. Tenho as marcas até hoje da rejeição da placa no meu queixo.
Foram seis meses sem comer nada sólido, depois de um ano do acidente eu mal conseguia comer um pedaço de melancia. Depois dos seis meses meu rosto voltou (quase) ao normal, porque ele não é normal até hoje kkkk, consegui usar uma prótese dental, e voltei a falar sem tanta dificuldade.
Foto tirada uns sete meses depois do acidente.

Duas coisas me marcaram muito neste período. A primeira a imagem de minha colega todos os dias chegando com uma panelinha de sopa liquidificada que era meu almoço e janta. A segunda ver todos os meus sonhos sendo destruído. Minha escola foi a falência. Perdi o emprego nas duas escolas de ensino médio e pré-vestibular, chorei tanto ao receber os convites de formatura da qual eu não pude estar presente.
tive que devolver as casas que havia alugado para a escola. Tinha dívidas com professores, aluguel, água, luz e não tinha forças para trabalhar.
Passava parte do dia trancada e uma casa com dois cômodos. Fechava tudo. Não queria ver ninguem. Não queria que ninguém me visse. Não queria viver.


André Victor aos 4 meses

Um milagre em minha vida...

Em setembro de 2003 descobri que estava gravida. Depois de oito anos de casada, sem nunca ter tomado um anticoncepcional, ou usado qualquer meio anticonceptivo nunca havia engravidado. Não entendia o porquê, mas também não buscava saber e nem tratamento. Estava tão ocupada com faculdade e a escola e já criava uma menina, filha do meu esposo, que um bebê não era planos em momento algum.
Meu casamento fora muito difícil. No segundo ano de casamento, meu esposo teve crises de alcoolismo, o que o levou a depressão. Passava muito tempo sozinha, triste e isolada.
Com o acidente tudo piorou. Como eu não podia ajudar, meu marido teve correr atrás e tentar sustentar a casa sozinho. Passava o dia fora, chegava tarde e eu ficava isolada na maior parte do tempo.
Entre uma briga e outra, um dia percebi que meu corpo estava mudando. Mas que minha menstruação não vinha,mas não era nada de novidade, porque sempre era assim e eu passava meses sem menstruar por isso não me preocupava.
quando fui ao ginecologista ao me examinar ela disse de cara que eu estava grávida, eu ri e ela disse e já está é pra nascer.Ela riu.
Fizemos uma ultrasnografia e eu estava com vinte semana e uns quatro dias. Pasmem!!!
Eu nunca senti enjôo, tonturas ou qualquer outro sintoma. Ou eu senti e como estava muito deprimida nem percebi que algo mais estava acontecendo.
Ai entrei em parafuso, porque sabia que esta criança não nasceria normal!!! Eu tomava um monte de remédios, eu não tinha tomado vacinas, não me alimentava, como esta criança ia nascer.
Mas minha vida mudou completamente nas semanas seguintes.
Acordei certo dia, tomei banho, amarrei os cabelos, fiquei sentada olhando pra minha casa onde era parte da minha escola e decidi que eu iria sobreviver a tudo aquilo. Joguei todos os remédios fora, marquei consultas, peguei todos os meus livros e voltei a estudar.
Como eu passava o dia sozinha com minha enteada tinha muito tempo para estudar. A obstreta passou um ovo de galinha cozido em jejum e eu comi durante quarenta dias religiosamente no mesmo horário para que a criança se desenvolvesse.
surgiu um concurso na área da saúde com nível médio e eu passei a estudar manhã, tarde e noite. a barriga começou a crescer e consegui uma escola para dar aulas no turno da tarde. Onde trabalhei até os nove meses. Fiz o concurso já com barrigão ( que não cresceu muito).


André Victor aos seis meses

Meu filho nasceu no dia 02/fevereiro de 2004, com dois quilos e quatrocentos gramas, ficou dois dias internados porque não quis mamar. Mas nasceu completamente normal, fora a preguiça de mamar, pois as enfermeiras passavam horas tentando acordá-los e eu começava a chorar e a ficar tensa.Ele só mamou no dia seguinte as dez da manhã, então deu Hipoglicemia e foi para o soro. Passou dois dias no soro e eu passei dois anos explicando esta história pq rasparam a cabeça dele pro soro e o cabelo quase não nasceu e as enfermeiras rasparam dos dois lados pra ficar "Stiloso" kkkk.

André Victor com 1 anos

Fui convocada para a prefeitura de Teresina em Abril de 2004, mas só assumi em maio porque o André era muito pequeno. Vendi todas as coisas da escola, conseguimos pagar as dívidas. O meu rosto foi aos pouco voltando ao normal, ou quase isto. Cuidava da casa no turno da manhã e trabalhava num hospital no turno da tarde.
Em 2006 fiquei gravida pela segunda vez. Agora de proposito!!!!!
Linda Rafaelly nascem em 10 de Maio de 2007 com 3,7kg. Passei me dedicar mais aos meus filhos. 
Mas continuei trabalhando no hospital.



Linda Rafaelly com 4 meses

Mas a minha fase só mãe durou apenas mais um ano e a minha inquietude de professora me levou de volta as salas de aula em 2008 quando eu montei minha segunda escola. Mas esta é uma outra história.


linda Rafaelly aos 3 anos


André Victor aos sete anos


Linda Rafaelly - 7 anos


André Victor - 10 anos




Minha Segunda Escola o Centro de Ensino Destak

(....) Vou tirar um tempinho pra contar algumas das minhas aventuras e loucuras realizadas nesta escola.

Obrigado por você estar comigo e compartilhar um pouco de minhas experiências. Leve o que for de bom para sua vida. E deixe aquilo que nada lhe acrescenta.

Mas acredite o amanhã sempre poderá ser DIFERENTE.

VOCÊ ACHA QUE VIU TUDOOOO!!! NADA DISSO... Minha vida sofreu uma grande reviravolta em 2012/2013 e eu voltei ao fundo do poço.que descobrir como eu sai, então esteja sempre ligado em minhas postagens.












17 comentários:

  1. Li sua matéria e fiquei impressionada com sua história de vida e ao mesmo tempo me emocionei.
    Você é um exemplo de vida, uma mulher determinada e tenha certeza que Deus tem planos maravilhosos em sua vida.
    Que Deus te abençoe eternamente e que você continue feliz em toda sua caminhada.
    ABRAÇOS

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  2. obrigado Mônica pelas palavras carinhosas e de incentivo.

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    1. Cara Jossandra:

      Li sua história de vida. Fiquei muito emocionada com a sua luta. Em algumas situações identifiquei-me com você. Deus continue abençoando a sua vida e fortalecendo a sua caminhada! Estou fazendo Psicopedagogia, realizando um sonho antigo. Há cada dia descubro que este era o curso que Deus tinha preparado para a minha vida.
      Parabéns por sua luta e coragem! Mulher guerreira que nos inspira a continuar lutando pelos nossos objetivos. Sucesso!!

      Maria de Fátima Pereira de Sousa
      Ipupiara - Bahia

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  3. você é guerreira e um exemplo de superação e desistir jamais Abraços Psicopedagoga Mariléa Alves.

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  4. Boa noite Jossandra!

    Ao ter conhecimento do seu site, de início já me surpreendeu, e agora lendo basicamente uma "história de vida" só nos resta dizer que quando se quer alcançar algo devemos observar mais nossas mudanças de ATITUDES! E isso você conseguiu nos passar com certeza! Morei 26 anos em Teresina, e hoje resido numa pequena cidade chamada Orós - CE. E pode ter certeza, que por onde eu andar, terei sempre uma história de vida para recordar.. Sorte, Saúde e Sucesso para Você e toda sua equipe!. Cordial abraço, Prof. Cesar Holanda.

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  5. Obrigado César.Fico feliz em poder contribuir de alguma forma com outras pessoas.Acredito que aprendemos uns com os outros e se alguém puder aprender um pouco com as minhas experiências então elas valeram a pena.

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  6. Sem palavras Jossandra.Sua história é simplesmente comovente . Você é uma guerreira.Tudo de maravilhoso à você. Bjsss no coração.

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  7. OBRIGADO POR SUA VISITA ISABEL GRANDE BEIJO...

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  8. Olá jossandra. Continue caminhando, cantando e seguindo a canção.
    Deus é Fiel. Aqueles que nele confia, são como os montes de sião que não se abalam, mais permanecem para sempre.

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  9. Parabéns guerreira! Toda determinação,
    força que há dentro de ti, é o poder de Deus que você permite agir. Tua vitória é Deus quem te dar. O pai Celestial tem muitos e grandiosos planos para tua vida e para sua família .Deus é contigo.

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  10. Exemplo para todas nós! Você é uma guerreira!

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  11. Querida Professora. Muito obrigada por compartilhar sua história. Foi um "chacoalhão". Preciso superar uma fase difícil e seu exemplo me inspira a recomeçar.

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  12. Exemplo de vida.. mulher guerreira e batalhadora, Deus tarda mais não falha. Muito emocionante e interessante sua história. Quem sabe algum dia terei a sorte de lhe conhecer pessoalmente, pois sou de Teresina Pi. E pós graduando em psicopedagogia clínica e institucional. Um bjo

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  13. Jossandra guerreira, parabéns pelo seu bom exemplo de vida e de pessoa que é. estou iniciando na carreira de psicopedagogia e, gostaria de parabeniza-la por toda experiencia de vida pois, para mim, é motivo de superação e perseverança. gostaria de conselhos e dicas para prosseguir nesta grande jornada.

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  14. Emocionada com sua história Jossandra e ao mesmo tempo feliz em saber que existe mulheres guerreiras que não se deixa abater pela adversidades da vida!!! Que correm atrás de seus ideais e supera todas as suas dificuldades que o senhor continue te dando estrarégias e que ele continue te abençoando poderosamente um forte abraço!!! deixo esse versiculo para que você medite... Isaías 49:15 Pode uma mulher se esquercer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mais ainda que está se esquecesse dele,contudo eu não me esquecerei de ti. Saiba que em todo tempo o senhor estava do seu lado cuidando de você!!! Beijao

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  15. Muito bom poder ler sobre a vida de uma pessoa,o quão ela é sofrida para que motive as outras pessoas que reclamam de barriga cheia, o que nos faz refletir, que tudo na vida é possível através de determinação, fé e principalmente amor naquilo que faz. Parabenizo a vc Jossandra desde já como guerreira nas suas atitude e compreensão sobre a vida. felicidades!;)

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